Roteiro de um dia em Madri: Palácio Real - Santiago Bernabéu - Alcalá

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Embora tenha a forte concorrência de outras cidades espanholas, como Barcelona ou Zaragoza, e outras capitais europeias mais visitadas, Madri tem seus pontos inigualáveis. Dentro disso, acho que é a cidade ideal pra dar o ponto de partida em um mochilão, pela Europa ou pela Espanha.


Se você escolher Madri como a primeira cidade a visitar, vai se impressionar, mas o mesmo não ocorre se for a última. Eu senti isso na primeira vez que visitei a capital espanhola, quando desci pro sul, e a cada cidade o impacto era maior.

Outra vantagem são as facilidades de uma capital, sobretudo quanto ao transporte, coisa que dá pra ver logo que você desembarca. Ao chegar no Aeroporto de Barajas, é possível partir facilmente da estação de metrô Cercanías Aeropuerto T4, anexa ao local, até a localidade que escolhi pra ficar, o bairro Justicia.




Pra sair do aeroporto e seguir até o bairro Justicia, a sequência é a seguinte: pegue um metrô pela linha 8 (L8 Nuevos Ministerios - Aeropuerto T4) até a última estação, a Nuevos Ministerios, onde é necessário fazer a baldeação para a linha 10 (L10 Hospital Infanta Sofía - Puerta del Sur), no sentido Puerta del Sur. Siga até a quarta parada, onde fica o Metrô Tribunal, a menos de 200 metros (dois minutos) do Hostel Era.



Escolhi o Era pra se hospedar pela boa referência em apps, além da proximidade com o metrô, e de atrações, como monumentos, cartões-postais, como o Museo Municipal e o Museo Nacional de Romanticismo, restaurantes ou redes de fast-food internacionais pros mais preguiçosos, e mais um certo perfil boêmio.


O Hostel Era fica a menos de vinte minutos de vários bares, "cervecerías" e baladas, então é possível rodar gastando menos tempo, e consequentemente sem gastar táxi, já que dá pra ir (e vale mais a pena) andando pela cidade. Falando em táxi... dispense pra qualquer coisa! Uma viagem curta de 15 minutos é bem cara, em torno de 25 euros, e o metrô sai muito mais em conta. O bilhete Sencillo Combinado Metro dá o direito de uma viagem, pelo preço de 3 euros.

ROTEIRO DA MANHÃ: Arredores do Palácio Real até a Plaza de España;

Ponto de partida? Metrô Tribunal;
Destino final? Metrô Plaza de España;
Tempo de duração? Em torno de três horas e meia (9-13:30h).


Tome seu café da manhã sem pressa, e vamos então ao roteiro de um dia, embarcando no metrô Tribunal pela linha 1 (L1 Chamartín - Valdecarros) no sentido Valdecarros, para seguir até a estação Gran Vía, onde vocês farão a troca da para a linha 5 (L5 Alameda de Osuna - Casa de Campo) e, no sentido Casa do Campo, vão descer na estação Ópera. É rápido, vocês vão perceber, e aí é só caminhar do metrô Ópera até o Palácio Real de Madri.

Antes, vocês vão cruzar com o Teatro Real, e aí caminhando pela esquerda na Calle de Vergara sigam até a fachada sul do palácio, na Plaza de la Armería pra capturar um ângulo do pátio de honra (do fim do século XIX), e da Catedral de la Almudena.

O rei Filipe VI não mora mais nesse palácio, vive no Palácio da Zarzuela, mas tem o local como residência oficial para o uso em cerimônias. E embora estejam abertas ao público, as salas não tem sua visita incluídas nesse roteiro, por conta de tempo, já que a decoração e as obras de arte merecem ser vistas com calma, em um dia só pra isso. Mas para entrar no palácio, se paga 10 euros.

Na sequência do tour, vá em sentido norte, de encontro aos monumentos das estátuas dos reis, em frente a Plaza de Oriente, e depois ao panorama de mais inspiração do passeio, que são os Jardins de Sabatini, com as árvores muito bem aparadas, de um jeito bem preciso, simetricamente em um formato todo certinho, geométrico. Além de suas fontes, os jardins tem como parte mais vibrante o reflexo no lago entre as árvores.



Para encerrar o passeio, o último ponto é a Plaza de España, ou Praça de Espanha, com uma cara um pouco mais urbana, mas que traz o conjunto de estátuas mais legal de Madri, em homenagem ao escritor Miguel de Cervantes e suas obras, com direito às estátuas de Don Quixote de La Mancha em seu cavalo, junto do fiel escudeiro Sancho Panza, em cima de um burro.

ROTEIRO DA TARDE: Museu do Real Madrid, estádio Santiago Bernabéu e loja oficial do clube;
Ponto de partida? Metrô Plaza de España;
Destino final? Metrô Santiago Bernabéu.
Tempo de duração? Em torno de três horas (14:30h-17:30h).




Agora, pegue o metrô da Linha 10 no sentido Hospital Infanta Sofía, até o metrô Santiago Bernabéu, ao lado do estádio do Real Madrid, com o mesmo nome. Pra visitar o estádio, eu preparei um outro post, que você pode ler clicando aqui.

O tour dentro do estádio dura em torno de uma hora, mas até você chegar do almoço, comprar o ingresso e passar pela loja, gasta um tempo, fora se você demorar demais dentro do museu e do estádio. Quando você para pra ver as taças da Champions League, ficar perto do gramado e escolher o que levar na loja do clube, a empolgação é grande e enrolação é maior ainda.

Se você não gosta de futebol, vá pela arquitetura que impressiona, e se é torcedor do Barcelona, vá pela história. E sobre o estádio Vicente Calderón, do Atlético de Madrid, eu diria que se for pra visitar em dia que não é de jogo, é perda de tempo, pois o estádio vazio é bem sem graça, além de velho. La Bombonera, do Boca Juniors, ou o estádio Olímpico do Grêmio são mais conservados, pra se ter ideia.


Vá no Vicente Calderón somente em dia de jogo, que aí sim vale mais a pena que o Santiago Bernabéu, pois a torcida do Atleti é bem mais animada que a do Real Madrid. Em sua maioria, os colchoneros (como chamam os torcedores do Atlético) cantam o jogo inteiro, enquanto a torcida madridista é composta por turistas e torcedores de selfie.

ROTEIRO DO FIM DE TARDE E NOITE: Parque del Retiro e Calle de Alcalá;
Ponto de partida? Metrô Santiago Bernabéu;
Destino final? Metrô Santiago Bernabéu.
Tempo de duração? Em torno de três horas e meia (17:30h-22 horas).

Para fechar a tarde (que dura até às 21:30h, 21:40h, no verão), passe pelo Parque del Retiro. É o parque que os madrilenhos usam pra dar aquela corridinha, e os casais e famílias já aproveitam pra relaxar, até por que é uma das áreas verdes que quebram um pouco a rispidez do lado urbano de Madri. Um exemplo disso é o Palácio de Cristal, ponto mais imponente, cercado por ciprestes e pelo do Estanque del Retiro, habitado por cisnes e patos, que dão um toque a mais ao lago artificial, que já é belo por si só. Pra completar, o parque tem o lado histórico, com as estátuas dedicadas aos antigos monarcas, e dizem que o local foi todo detonado, usado como quartel da tropa de Napoleão, no início do século XIX.





O trajeto continua depois pela Puerta de Alcalá e a famosa Plaza de Cibeles, que chama a atenção pela fonte central de estilo neoclássico e o conjunto escultórico, em homenagem à Cibeles, deusa grega da fertilidade. Dois destalhes sobre a praça: um é o prédio do Palácio das Comunicações, que é o prédio dos correios, que mais lembra uma catedral, e o outro detalhe é que esta é a praça das comemorações do Real Madrid e da Seleção Espanhola.

Descendo a Calle de Alcalá, e chegando a hora do pôr do sol, esteja perto do prédio da companhia de seguros Metrópolis, que é o lugar mais incrível da cidade, sobretudo nesse horário. O prédio é muito louco, de estilo neorrenascentista, inaugurado em 1911, com colunas coríntias na fachada, uma cúpula de ardósia e uma estátua de bronze da Fênix embalando uma figura humana feminina. Se puder, leve um tripé, ou algo que deixe a câmera fixa, pra poder fazer um time-lapse, pegando quadro a quadro do contraste do pôr do sol como plano de fundo do prédio da Metrópolis, e depois o edifício todo iluminado à noite, que é muito show.





Já caiu a noite, agora é voltar pro hostel. Vá a pé mesmo, pra sentir o clima da cidade, e de repente até parar num bar pelo caminho, que a quantidade de opções é grande. Caso também você tenha sentido cansaço, e volte antes das 21:30h, siga até a Calle de Augusto Figueroa 24, no Supercor, um supermercardo local dentro do Mercado San Antón, que vai se fazer necessário pelo menos pra comprar água, pois o hostel cobra um valor salgado pela garrafinha, que sai mais caro que uma garrafa de um litro no Supercor.

Agora, sobre o restante da noite, as duas melhores baladas de Madrid estão no Teatro Kapital e no TClub, pra quem curte dançar ao som de música eletrônica e o foco de luzes piscando. O grande lance do TClub é que se trata de uma versão madrilenha do clube Pacha (aquele mesmo de São Paulo e Floripa), enquanto o Kapital oferece sete ambientes diferentes na vibe do que você estiver afim de fazer (house, karaoke, black music, coquetel bar, party music, música latina e lounge).

Ou se preferir algo mais alternativo, barato e próximo ao hostel, vá ao Teatro Alfil para escutar boa música local e estique no Palentino, um bar com a arquitetura que lembra o ambiente de um ônibus velho e um clima de botecão mineiro com bons lanches, galera descontraída, um tiozinho lendário que todo mundo conhece e o melhor: bebida barata. Peça um Pepito de Ternera de lanche (sanduíche de carne) e uma Mahou Cinco Estrellas pra acompanhar, cerveja lager local que é bem leve, mas ao menos tem mais sabor que outras espanholas.

Luciano F1

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