Diferenças entre Barcelona e Madri em um tour fotográfico na hashtag #roundseries (Parte 1)

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Pra perceber as diferenças entre uma cidade e outra de uma mesma região ou um mesmo país, um tour fotográfico pode dizer muitas coisas, e existe uma tag no Instagram chamada #roundseries que traduz isso muito bem. Com essa tag, as pessoas postam fotos de formas circulares, e é incrível quando você vê que uma forma tão simples como um círculo pode ser preenchida de tantas heranças culturais.

Sendo assim, vou repassar nesse post como Barcelona e Madri podem se divergir em pequenos detalhes que eu pude encontrar quando circulei pelas duas cidades. Como tirei muitas fotos nesse estilo #roundseries, vou dividir este post em mais de uma parte, dando o ponto de partida com as praças, as ruas, os mercados, a gastronomia e os meios de transporte. Fiquem atentos ao blog para ler o restante!




Vamo começar com esses dois prints que tirei no Google Maps, da Plaça de Catalunya, em Barcelona, e da Plaza de Cibeles, em Madri, interseção entre as principais vias das duas cidades, e pontos de celebração de títulos do F.C. Barcelona e do Real Madrid.

Mais simétrica, a Plaza de Cibeles tem a cara da Madri imperial, onde rola um estilo eclético, cores em tom pastel e uma fonte centralizada da deusa grega da fertilidade, Cibeles.


Já a Plaça de Catalunya tem mais a ver com a expansão da cultura catalã. Foi feita tipo como um símbolo das províncias da Catalunha, com as cores vivas do modernismo catalão, e um conjunto de fontes e 28 esculturas, bem na vibe de Barcelona, onde você não precisa entrar em um museu pra ver arte.



Ao Prestar atenção nas calçadas de Madri, não saquei nenhum desenho ou estilo marcante em sua pavimentação. A não por estes tampões de poço com cara de biscoito Negresco, feitas de ferro fundido. Se quiser fotografar, pergunte por "las tapas de registro".


Em Barcelona, o pavimento mais notável fica na região do Passeig de Gràcia, que exibem traços das referências modernistas aplicadas pelo arquiteto Gaudí, com ornamentos florais que você pode ver aí na foto que eu tirei.



Um lugar que quase ninguém indica em Madri é o Mercado de San Miguel, no bairro de Plaza Mayor, que é irado pra quem se liga em gastronomia. A foto é de um detalhe da armação metálica de 1916 do lugar, que tem um visual que lembra uma estação de trem, bem bonito. Dá um confere no blog Viajar Bem e Barato, que foi lá que eu descobri o mercado.

Em Barcelona, o Mercat de Sant Josep (São José) tem mais pinta de mercado que o de San Miguel, com um galpão de pé direito bem elevado. Também conhecido como La Boqueria, o mercado foi inaugurado em 1840, e minha principal referência quando estava em Barcelona foi este post do Passaporte BCN, blog mais completo que vocês podem achar sobre a cidade.




E já que eu falei de comida, no Foodspoting, Yelp ou outros apps com dicas de refeição, Patatas Bravas é um dos pratos mais recomendados em Madri. São batatas fritas em cubo, sempre servidas ao molho picante, com o adicional do tempero de alho e óleo na variação "alioli".

Seguindo a onda do Mar Mediterrâneo, a Catalunha tem vocação pra gastronomia de frutos do mar, que influencia a típica paella. Enquanto a paella original de Valência leva carne de aves ou de coelho, a paella catalana (ou marinera) é feita com mariscos, camarões e polvo, além de arroz e legumes, sempre presentes nas duas variações do prato.




Que tal uma cervejinha pra acompanhar? E se estiver Madri, descarte as fraquíssimas Cruzcampo ou Cibeles, e opte pela Mahou Cinco Estrellas, uma lager leve e pouco encorpada, mas com um pouco mais de aroma que as outras e que favorece o paladar.

Em Barcelona, entram na lista de dispensa a San Miguel e a Moritz, ao contrário da Estrella Damm, uma lager de malte e arroz que supera a Mahou tranquilamente, além de ser a que mais impressiona entre as brejas espanholas. A razão? O aroma do malte, a cor dourada, o amargor do lúpulo dosado no ponto certo, caindo bem com qualquer refeição, gostosa mesmo quando esquenta um pouco. Pra ter uma noção, a Estrella Damm se aproxima mais da Heineken, enquanto a Mahou tá mais pra uma Sub Zero melhorada.




Variando um pouco as bebidas, vamos aos drinks, começando com a sangria, típica em Madri. A sangria madrilenha mistura vinho tinto, limão, pêssego, soda, açúcar e gelo.

Por sua vez, a moda em Barcelona é misturar bebida com Coca-Cola, seja a tradicional cubalibre, com rum, Coca, limão e gelo, ou calimocho, com vinho e Coca, que uns amigos fãs de vinho chamaram de heresia. A galera também chama a cubalibre de cubata, e tem as variações: cubata de vodka, cubata de whiskey...



Essa foto de cima com a letra C invertida, é o logotipo da Cercanías Renfe, serviço de trens interurbanos atendido pela Renfe Operadora, que circula por Madri e pela região metropolitana ao redor da cidade. Em Barcelona, o serviço ferroviário interurbano é conhecido como Rodalies de Catalunya, fornecido pela Ferrocarriles de la Generalidad de Cataluña (FGC).

Do lado direito, é o logo da Transports Metropolitans de Barcelona (TMB), empresa que cuida da rede metroviária, integrando os serviços de metrô, ônibus e funiculares. Em Madri, o mesmo serviço é organizado pelo Consorcio Regional de Transportes de Madrid (CRTM), que integra metrô, ônibus e VLT.

Luciano F1

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