Roteiro de um dia em Inhotim: visite Brumadinho (MG), terra do maior centro de arte contemporânea do Brasil

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Localizado em Brumadinho, cidade de apenas 30 mil habitantes e a 60 quilômetros de BH, o Instituto Inhotim é daqueles lugares que você se pergunta "como eu não descobri esse lugar antes?", graças a sua magnífica paisagem do espaço idealizado pelo empresário Bernardo Paz em uma antiga fazenda de propriedade de uma empresa mineradora.

Com área de aproximadamente 786 hectares, o espaço é uma experiência completa pra quem quer fazer de tudo em um só passeio, visto a mistura de áreas de preservação ambiental, boas trilhas e riquíssimo acervo de instalações permanentes e exposições temporárias, no local que é considerado o maior centro de arte contemporânea do país.

Para chegar, use o ônibus que parte às 9 horas do Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Rodoviária de BH). O transporte chega ao instituto por volta das 11 horas, deixando todos os passageiros na porta do parque. A entrada é gratuita nas terças-feiras (com exceção de feriados), 28 reais para a inteira nas sextas, sábados, domingos e feriados, e 20 reais nas quartas e quintas.

São necessários pelo menos dois dias pra ver tudo o que o lugar tem a oferecer. Assim, gaste um dia só para observar com calma as mais de vinte galerias e outro para os fotos, senão não dá tempo de acompanhar tudo. Outra dica é circular com o carrinho que faz o traslado aos pontos mais distantes.

As atrações que chamam a atenção são múltiplas, como é o caso das as quinhentas esferas reluzentes da artista japonesa YAYOI KUSAMA no terraço-jardim do Centro Educativo Burle Marx que se configuram conforme o vento as conduz, e ganham formas e tons de acordo com os reflexos que se revelam em sua superfície espelhada. Ligada ao centro centro educativo, está o Café do Teatro que oferece doces e coquetéis de café como destaques em seu menu.

arte contemporânea

Em seguida, após cruzar o formidável lago de cor azul turquesa que apresenta a GALERIA TRUE ROUGE, aprecie a obra homônima ao espaço, a primeira do instituto, concebida pelo escultor pernambucano Tunga. A montagem de 150 m², constituída por cordas e recipientes de vidro, lembra a estrutura que suspende os bonecos de um teatro de marionete e já esteve exposta em Nova York e Paris.

Para Mochileiros

Outra dica preciosa é a galeria idealizada para compartilhar as produções da artista ADRIANA VAREJÃO, que promovem uma mistura de representações de figuras sobre paredes revestidas de azulejo, provocando uma curiosa percepção virtual distorcida das peças. Como exemplo, o caos dos mares nos painéis de azulejos inspirados no barroco em Celacanto Provoca Maremoto e a obra Panacea Phantastica com agredado ao primoroso espelho d'água na entrada.

Para Mochileiros

Para completar, a galeria MATTHEW BARNEY fica entre as mais afastadas, mas compensa como um dos ápices do passeios por conta de sua cúpula de aço e vidro entre eucaliptos, que recebe a obra De Lama Lâmina dentro da estrutura esférica. No interior, o visitante se surpreende com um trator florestal gigante que sustenta uma árvore de resina e ocupa quase toda a área. A composição abstrata abrigada sob os vidros espelhados da cúpula trazem a sensação de uma experiência intergaláctica, ou de uma espécie de fim do mundo futurístico diante do domínio do caos.

Para Mochileiros

Passado todo o estado de abstração das exposições, ainda vale matar a fome em um dos oito estabelecimentos disponíveis. Além do café, há dois restaurantes, três lanchonetes, um bar e uma pizzaria. Pra economizar, a boa pedida é a lanchonete especializada em cachorros-quentes, perto da Galeria Adriana Varejão, enquanto o RESTAURANTE TAMBORIL é a melhor sugestão, que oferece self-service com buffet farto e bem variado. E não deixe de experimentar a pêra flambada com gorgonzola e caramelizada com mel ou o salmão com calda de maracujá.

Luciano F1

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